quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

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dois mil e dezesseis foi um ano árido. em diversos sentidos, houve perdas das quais talvez só se dê conta em alguns anos. foi um ano profissionalmente difícil, mas também foi um ano de encontros e consolidação de relações afetivas que vão muito além do trampo. e esses encontros fortaleceram a labuta diária, porque é também nos outros que a gente encontra abrigo.

mas foi cá no seu final que dois mil e dezesseis se mostrou libertador. tomar a coragem necessária e abraçar a desistência do doutorado foi, sem dúvidas, a atitude mais importante que tomei em muito tempo. e é todo um mundo novo que se abre nesse ano maturescente. há, como sempre, resoluções silenciosas a serem cumpridas nos próximos trezentos e tantos dias. há, também, resoluções não tão recônditas como, por exemplo, voltar a escrever (aqui e alhures). e voltar a compor. e voltar a viajar. e voltar a rever tanta gente querida que acabou negligenciada nos trezentos e tantos dias passados.

nunca fez tanto sentido ter os pés descalços fincados no chão, no momento em que o relógio virou. e há muito tempo que essa virada não parecia tão significativa, simbólica e promissora.

bora, 2017!

Um comentário:

Mateus Oliveira disse...

fico aliviado de ver vc aqui novamente. eu parei por lá tbm. parece que parei em muitos lugares. reandar em todos, e ver o que será!
encontremos um momento, qualquer, nem que distantes.
abraço e afeto.
PS: checa seu mail